MDT/MDS: Qual a diferença entre LiDAR e Fotogrametria?

Duas tecnologias têm sido utilizadas para produção de Modelos Digitais de Terreno (MDTs) e Modelos Digitais de Superfície (MDSs): a tecnologia LiDAR e a fotogrametria. Uma dúvida frequente de nossos clientes é qual a diferença entre gerar tais modelos utilizando cada uma destas abordagens.

Primeiramente, é importante esclarecer os conceitos de MDT e MDS. O Modelo Digital de Terreno representa parte da superfície da terra, considerando suas altitudes e levando em conta apenas o solo nu. Em outras palavras, um MDT representa a elevação da superfície do solo para uma determinada área. Quando construções, árvores ou outros tipos de vegetação também estão presentes no modelo, temos um Modelo Digital de Superfície. Em geral, ambos são apresentados em formato raster.

A recente popularização da utilização de drones para monitoramento de áreas produtivas trouxe vários questionamentos a respeito das diferenças entre empregar dados LiDAR ou imagens para a produção de MDTs e MDSs. Quando comparadas aos métodos tradicionais de monitoramento, fica claro que ambas tecnologias oferecem resultados de forma bem mais rápida e com uma densidade de dados maior. Mas em quais situações a tecnologia LiDAR seria mais indicada? E a fotogrametria?

Tecnologia LiDAR

O principal produto da tecnologia LiDAR é uma nuvem de pontos 3D, cuja densidade depende tanto das características do sensor quanto das especificações do voo. Suas vantagens são a tridimensionalização mais precisa do espaço escaneado; ser independente das condições de luz do ambiente, além da aquisição e processamento dos dados serem bem mais rápidos que na fotogrametria. No entanto, utilizando apenas um laser comum não é possível gerar modelos com RGB.

Fotogrametria

A fotogrametria pode gerar modelos 2D e 3D com RGB, mas com menor precisão se comparada à tecnologia LiDAR. O uso da fotogrametria não permite penetrar o dossel de árvores; seus softwares ainda não são capazes de gerar modelos de objetos estreitos em larga escala, tais como linhas de transmissão; a tecnologia depende das condições de luz do ambiente; requer um número maior de pontos de controle no solo e a etapa de processamento dos dados é mais lenta se comparada à tecnologia LiDAR.

Monitoramento de áreas produtivas agrícolas e florestais

Por isso, a tecnologia LiDAR vem sendo mais indicada para o monitoramento de áreas produtivas agrícolas e florestais, sendo capaz de produzir MDTs e MDSs, além de mapas de produtividade com alta precisão. Por outro lado, a fotogrametria se mostra vantajosa em estudos que requerem informações RGB do ambiente escaneado, tais como monitoramento de pragas, identificação de espécies, identificação de deficiência nutricional etc. Ressalta-se que caso o sistema LiDAR venha equipado com uma câmera RGB, tais estudos também se tornam possíveis.

Para mais informações sobre produtos topográficos gerados com a tecnologia LiDAR, acesse www.forlidar.com.br.

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